Amapá (município): História
A história deste município é marcada por acontecimentos ligados à conquista de terras, cujos reflexos afetavam o povo da fronteira do extremo norte. Na década de 1860 criou-se, centrado na localidade de Amapá, um sistema de capitania. Os capitães falavam em nome dos habitantes e tentavam solucionar os seus problemas, porém não havia uma formalização da estrutura de governo. Na vila do "Espírito Santo" (nome original de Amapá) foi Eugene Voissien quem representou os interesses franceses, e em Cunani foi Trajano Benitez, escravo fugitivo de Cametá, que foi recebido na vila como delegado francês (ver: República de Cunani). A Vila do Espirito Santo também era chamada de "Mapá".
Os conflitos acentuaram-se ainda mais a partir de 1894, quando se deu a descoberta de ouro em Calçoene. Este fato motivou ainda mais a presença de europeus e estadunidenses que se instalavam às cabeceiras do rio.
A história administrativa do município de Amapá inicia-se com a elevação à categoria de vila com a denominação de "Amapá" pela Lei Estadual do Pará n.º 798 de 22 de outubro de 1901. A instalação oficial deu-se em 30 de abril de 1902.
Em 1911 o município muda de nome, passando a chamar-se "Montenegro". Porém, pelo Decreto Estadual n.º 6, de 4 de novembro de 1930, o município de Amapá foi extinto, com seu território sob administração direta do estado do Pará. No mesmo ano um novo decreto denomina a localidade de Montenegro novamente como Amapá.
O município é recriado em 1933 com o nome de Amapá, mudando de denominação, pelo Decreto-lei Estadual n.º 2.972, de 31 de março de 1938, quando passa a denominar-se "Veiga Cabral", em homenagem a Francisco Xavier da Veiga Cabral. Pelo Decreto-lei Estadual n.º 3.131, de 31 de outubro de 1938, o município de Veiga Cabral voltou a denominar-se Amapá.
Em 1939, na criação do Território Federal do Amapá, o município de Amapá passa a ser a capital. Porém, pelo Decreto-lei Federal n.º 6.550, de 31 de maio de 1944, Amapá perdeu à categoria de capital para o município de Macapá.