Heimatgeschichte · Paranaiguara ·

Paranaiguara: História

Antes do ano de 1930, a região onde hoje é o município de Paranaiguara, era praticamente despovoada. Transitavam por ali apenas boiadeiros, conduzindo gado bovino dos municípios do sudoeste goiano para Minas Gerais e São Paulo.
Tal foi o desenvolvimento econômico do sudoeste goiano, que o meio de escoamento da produção, prejudicado com a dificuldade apresentada pelo Canal de São Simão, tornou necessária a construção de uma ponte sobre o mesmo, cujas obras foram iniciadas em 1930. Em 1933, construída a ponte, o trânsito tornou-se intenso naquela região, que permanecia despovoada. Foi a família de Domiciano Ferreira a primeira a fixar-se no local onde se edificava a cidade, sendo as terras de propriedade de Virgílio Rodrigues da Cunha, até que em 1941 quando João Santana da Silva descobre bons garimpos às margens do ribeirão Mateira.

Com a notícia dessa descoberta, grande foi a afluência de garimpeiros vindos dos estados da Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso. Dentre em breve, no local onde em 1942 havia apenas dois ranchos, formou-se um vilarejo constituído apenas de ranchos de paredes de palha, tomando o nome de Mateira. Várias pessoas colaboraram para o desenvolvimento do lugar. Podemos citar Josias da Silva Lula, que construiu um rego d'água com cerca de 4 km, a fim de explorar o garimpo com grande resultado. Jair Ottoni Soriano, Oswaldo de Araújo Pimpim, Alberto Reis Machado, Antônio Alves da Paixão, Waldivino Macedo, Francisco Palazzo e muitos outros que também incentivaram o progresso. Em consequência desse desenvolvimento, em 21 de janeiro de 1950, foi o local elevado a distrito de Quirinópolis pela Lei Municipal nº 11, com o nome de Presidente Dutra.
Pela Lei nº 743 de 23 de junho de 1953, foi elevado a município, restabelecendo-se o antigo topônimo de Mateira e constituindo-se Termo da Comarca de Quirinópolis, mas para o povo continuava sendo Mateira. Essa época resultou em um grande desenvolvimento que influenciou a posição geográfica entre as cidades de Quirinópolis, Jataí e Ituiutaba, na produção de diamantes e a fertilização de suas terras.
O primeiro Prefeito foi Joaquim Paula de Oliveira (nomeado), e o primeiro eleito Oscar José Bernardes.
Possuía o município, o povoado do Canal de São Simão, distante cerca de três quilômetros da sede municipal, devido ao desenvolvimento daquela localidade, a mesma passou a figurar como Distrito, pela Lei Municipal nº 24, de 24 de junho de 1957. Em 14 de novembro de 1958, através da Lei Estadual nº 2108, foi elevado a município, com o nome de São Simão.
O Poder Legislativo aprovou a Lei nº 1.651 de 17-05-1967, dando novo nome ao município de Mateira que, daquela data em diante, passaria a denominar-se Paranaiguara, que no dicionário da língua tupi-guarani, é constituída por três termos indígenas: "Paraná - Grande; I - Rio; Guara - Margem do vale", que seu significado é "Vale do Grande Rio". Esse nome é uma referência ao Rio Paranaíba, divisor dos estados de Goiás e Minas Gerais.
Em 1975, a construção da barragem de São Simão represou grande área, inclusive a da sede municipal. Proprietários de toda área alagada foram desapropriados. Tornou-se necessária a construção de nova sede realizada pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG), em local previamente escolhido. O terreno era de propriedade dos senhores Aquino Barcelos, Anésio Loureno de Queiróz, João Apolônio Guimarães e Adoniro Alves Capanema. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Paranaiguara“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0