Nuporanga: História
=== Formação da povoação ===
A formação da povoação está ligada à ocupação rural da região de Batatais durante o século XIX. A memória municipal registra a antiga denominação Arraial da Desidéria e a posterior identificação do núcleo com o Divino Espírito Santo. O ano de 1861 é adotado como referência de sua fundação.
Em 14 de abril de 1873, a Lei provincial nº 50 elevou a Capela do Divino Espírito Santo, então pertencente ao município de Batatais, à condição de freguesia. O ato determinou que o governo provincial fixasse suas divisas após ouvir a Câmara Municipal.
A emancipação em relação a Batatais ocorreu em 1890, ainda com a denominação Espírito Santo de Batatais. Seis anos depois, o município passou a chamar-se Nuporanga.
No início do século XX, o engenheiro e antigo oficial da Marinha Luís de Mello Marques, que atuou como intendente de Nuporanga, desenvolveu um modelo experimental de submarino. O episódio passou a integrar a memória histórica da cidade.
Segundo o histórico conservado pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, o modelo foi submetido a experiências na Escola Naval, na ilha das Enxadas, no Rio de Janeiro, em setembro de 1901. Uma das apresentações contou com a presença do presidente Campos Sales. O documento registra resultados satisfatórios, mas informa que o submarino não chegou a ser incorporado à Marinha.
A Lei estadual nº 1.181, de 25 de novembro de 1909, determinou a transferência das sedes do município e da comarca de Nuporanga para o povoado de Vila Orlando, sob a denominação de Orlândia. A efetivação da mudança ficou condicionada à existência de prédios destinados à cadeia, ao júri e à Câmara Municipal. Nuporanga passou a integrar o município de Orlândia como distrito.
A autonomia municipal foi restabelecida pela Lei estadual nº 2.173, de 28 de dezembro de 1926. O novo município conservou as divisas do distrito de paz existente. Sua instalação ocorreu em 6 de março de 1927.
Nuporanga foi constituída em estância climática pela Lei estadual nº 7.373, de 31 de outubro de 1962. A designação passou a integrar a identificação institucional do município e sua divulgação turística.
O reconhecimento foi preservado na consolidação da legislação paulista sobre estâncias, realizada pela Lei nº 17.469, de 13 de dezembro de 2021. A lei de 1962 foi revogada por consolidação, expressamente sem interrupção de sua força normativa.