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Águas de Santa Bárbara: História

A cidade tem sua origem na histórica freguesia de São João de São Domingos que, ao entrar em decadência, teve sua sede transferida para o povoado de Santa Bárbara do Rio Pardo, que se transformou na atual cidade de Águas de Santa Bárbara.

Quando o tropeiro Joaquim da Costa e Abreu, em torno de 1834/1835, garantiu aos fazendeiros botucatuenses uma relativa segurança contra os perigos indígenas no alto da serra, o sertão tornou-se atrativo para posses adiante da serra e nisto, entre outros, aventurou-se o Capitão Apiaí (Ignácio Dias Baptista), assenhorando-se de terras de campos e matas nas cabeceiras do rio Turvo e entre os rios Claro e Turvinho, e das nascentes e vertentes dos ribeirões São Domingos e Forquilha, até a foz no rio Turvo.
Dessas posses formou fazendas, dentre elas a São Domingos, cuja sede foi transformada numa povoação onde residiam trabalhadores e famílias do lugar e das propriedades adjacentes menores. Essa povoação se formou nas cabeceiras do rio Turvo, por volta de 1835. O capitão Apiaí foi morto em 1838, por índios que atacaram sua fazenda Rio Claro, no alto da serra, e anos depois sua viúva e herdeiros registraram partes das posses herdadas e alienaram outras.
No final de 1851 Francisco Dias Baptista, filho de Ignácio Dias Baptista e Flávia Domitila Monteiro, vendeu a fazenda São Domingos com o respectivo povoado aos irmãos Joaquim Manoel de Andrade e Manoel Joaquim de Andrade. Em maio de 1856 promoveu-se o registro paroquial das terras em nome de João Bernardino da Silveira e dos filhos Joaquim Manoel, Manoel Joaquim e Messias José de Andrade.
O povoado de São Domingos, em 1852, estava identificado documentalmente como sede do 12º Quarteirão Eleitoral de Botucatu. Aos 18 de fevereiro de 1856 a Igreja elevou o povoado de São Domingos à condição de paróquia, sob o nome São João de São Domingos, para atendimento às capelas (povoações) que se formavam adiante, entre os rios Tietê e Paranapanema.
Dois anos depois, o governo da província de São Paulo conferia ao lugar a condição de freguesia, pela Lei Provincial nº 27, de 20 de abril de 1858, sob o nome de São Domingos, mencionado nos assentos eclesiais como São João de São Domingos.
Assim as entranças para o sertão do Vale do Paranapanema passavam pelo povoado de São João de São Domingos, que durante uma quinzena de anos foi considerada sentinela e fortaleza do sertão (de 1835 a 1860), e manteve até 1873 sua importância eclesiástica de todo o rincão adiante.
Em 1871, no território da freguesia de São Domingos, então já pertencendo ao município de Lençóis, foram doadas terras localizadas as margens do rio Pardo por Francisco Dias Baptista e Pedro Dias Baptista, os filhos do conhecido Capitão Apiaí (Ignácio Dias Baptista), membros de tradicional família paulista, para a criação de um novo povoado.
O novo povoado foi chamado Santa Bárbara, em função da Padroeira, cuja imagem foi trazida de Minas Gerais pelos primeiros moradores, as famílias Dias Baptista e Marques do Vale e, mais tarde, Santa Bárbara do Rio Pardo, devido à sua localização.
Com a elevação do povoado de Santa Cruz do Rio Pardo à condição de freguesia, em 1872, e a paróquia no ano seguinte, São João de São Domingos perdeu a ostentação eclesiástica e civil que possuía, e logo após, em 1874, perdeu também a condição de freguesia, transferida para a florescente povoação de Santa Bárbara do Rio Pardo, elevada a condição de vila em 1876. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Águas de Santa Bárbara“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0