Palestina do Pará: História
Palestina começou a ser ocupada pouco antes dos grandes empreendimentos da região amazônica, portanto ainda inseria-se no modelo de pequena lavoura e extrativismo que imperou na região desde a colonização portuguesa até o início da década de 1960.
Em 21 de abril de de 1958 as famílias Ribeiro, Sandes, Vieira e Souza iniciam a fundação de um povoado às margens do rio Araguaia. Após constatar que a área era sujeita a inundações, eles se dirigiram para uma área mais alta, em região ainda de mata fechada, fazendo suas primeiras lavouras e depois inaugurando a primeira igreja protestante.
O início da década de 1970 marcou a integração do vilarejo ao restante do território nacional, com a inauguração da Rodovia Transamazônica. Neste período floresceu na localidade atividades ligadas a extração madeireira e a agropecuária.
Pouco depois a localidade viu-se inserida nas operações entre guerrilheiros comunistas e o regime militar na Guerrilha do Araguaia. A localidade era um dos pontos de referência para os guerrilheiros.
Na década de 1980, a localidade, colhendo os frutos da exploração econômica da madeira e da agropecuária, passa a cobrar mais autonomia, e organiza os movimentos de emancipação. A princípio dá suporte ás pretensões de Brejo Grande do Araguaia, que, após se emancipar, também se mostra incapaz de suprir as demandas de Palestina. Este fato fez o movimento palestinense permanecer ativo, e conseguir um abaixo-assinado pedindo desmembramento de Brejo Grande.
O município foi finalmente fundado em 13 de dezembro de 1991, através da lei estadual n.º 5.689. publicado no diário oficial de n.º27.127 em 30 de Dezembro de 1991, com território desmembrado do município de Brejo Grande do Araguaia.