Pedra Lavrada: História
Presume-se que em 1750, de uma fazenda pertencente à família Silva Silveira, originou-se a povoação de Itacoatiara, que depois passou a ter o nome atual, em virtude da existência de Pedras Lavradas distantes cerca de 1 km de onde está erguido à cidade, existindo também no local, um grande bloco de granito onde se encontram inscrições variadas, alvo de estudos de diversos historiadores. Ademário de Souza, um dos maiores educadores de Pedra Lavrada, afirma que em 1760, por intermédio de visitante Dr, Alexandre Bernadino dos Reis, o senhor José Bezerra da Costa pediu licença ao bispo de Campina Grande, Dom Tomaz da Encarnação Costa, para a edificação de uma capela de Nossa Senhora da Luz. José Bezerra da Costa doou 25 graças de terra ao patrimônio da igreja, para a edificação da referida capela. Em 29 de maio do mesmo ano, a capela pertencente à freguesia de Caicó, foi inaugurada com uma grande procissão, tendo sido benta em 1789. Em 1843, Vicência de Paiva Cunha, irmã do coronel Antônio Gomes Arruda Barreto, doou também ao patrimônio de Nossa Senhora da Luz, 480 braças de terras do nascente ao poente e 2.400 braças de norte a sul se limitando ao nascente com as terras do Tamanduá, ao poente com o Retiro e Carnaúba, ao norte com as terras do Caldeirão e, ao sul com o Riacho dos Porcos. A Freguesia foi criada através da lei provincial n° 02, de 19 de agosto de 1859, tendo sido desmembrada da Freguesia de Cuité que por sua vez foi desmembrada da de Caicó em 25 de agosto de 1801 que dependia por decreto do Bispo de Olinda, Dom Joaquim de Azevedo Coutinho. Teve como seu primeiro Vigário Marcelino Rogério dos Santos Freire, que assumiu em 15 de julho de 1860, trabalhando durante 10 anos.
Da união de duas famílias nasce o desejo de libertação de Pedra Lavrada.
Na década de 50 as terras onde hoje estão localizadas os municípios de Frei Martinho, Nova Palmeira, Pedra Lavrada e Cubati pertenciam ao município de Picuí. No Inicio dos anos 50, as lideranças políticas das vilas acima citadas tais como: Rivaldo Henrique da Costa, Luiz Eugênio, Nego Caetano, José Amaro e Bento Coelho em Nova Palmeira; José de Medeiros Dantas, José Paulino da Costa, Leôncio Sales, Antônio Caboclo e José Justino em Cubati, sob a liderança de João Cordeiro e Eugênio Vasconcelos de Pedra Lavrada, se uniram com a finalidade de eleger o prefeito de Picuí que fosse ligado às causas de libertação das Vilas. Assim, foi eleito João Cordeiro e na eleição seguinte o representante da família Vasconcelos, Eugênio Vasconcelos, e foi no seu governo que iniciou-se o processo de emancipação política de Pedra Lavrada. Os deputados José Pereira e Antônio Bezerra Cabral foram os principais articuladores do processo de emancipação de Pedra Lavrada, sendo Antônio Cabral o responsável pela propositura na Assembleia Legislativa o que foi prontamente aceita pelo então presidente da Casa, deputado Inácio José Feitosa. O ato ocorreu durante o Governo de Pedro Moreno Gondim. Pela Lei Estadual nº 1.944 de 13 de janeiro de 1959 foi decretada a emancipação política de Pedra Lavrada, tendo sido instalado o município em 25 de janeiro do mesmo ano. Desta forma, Pedra Lavrada foi o primeiro município a se libertar dos domínios de Picuí, desencadeando, assim, o desejo de liberdade das outras vilas, e no mesmo ano de 1959 Picuí já não tinha mais nenhum vila, todas seguiram o mesmo destino de Pedra Lavrada: tornaram-se independente.