São Tomás de Aquino (Minas Gerais): História
O garimpeiro Francisco José Herégio foi o primeiro homem branco a chegar à região em que hoje se localiza o município, em 1815 em busca de pedras preciosas e lá construiu sua casa. Mais tarde ele vendeu seu latifúndio para o casal José Alves de Figueiredo. Quando em 1884 o cônego Tomás d'Afonseca e Silva foi transferido para a paróquia de São Sebastião do Paraíso, solicitou ao bispo dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho permissão para erguer uma capela em honra do filósofo e teólogo católico Santo Tomás de Aquino. O cônego Tomás encontrou pessoas dispostas a concretizar seu ideal na antiga fazenda de Francisco José: João Tomás de Santana e sua esposa, José Clemente Santana, José Ferreira Martins Lopes, José Franklim da Silva e Libério Ferreira Martins. Em 8 de junho de 1885 esses fiéis católicos lograram levantar um fundo de um conto de réis que permitiu ao cônego Tomás adquirir dez alqueires de terra de Jerônimo Alves da Silva e sua esposa, Messias Claudina de Jesus, levando ainda mais dois alqueires, perfazendo, então, o patrimônio da futura capela doze alqueires. Em 20 de junho de 1885 o cônego fez doação deste patrimônio, por escritura pública, a São Tomás de Aquino, lançando no dia 8 de julho do mesmo ano a pedra fundamental da capela de São Tomás de Aquino, filiada à igreja matriz de São Sebastião do Paraíso. No dia 20 de julho ele celebrou a primeira missa no local onde se iniciou a formação do arraial. Em torno da capela as primeiras casas de taipa dos primitivos moradores foram surgindo. São Tomás de Aquino, antigo distrito subordinado ao município de São Sebastião do Paraíso, foi elevada à categoria de município pela Lei Estadual n.º 843, de 7 de setembro de 1923.