Heimatgeschichte · Itirapuã ·

Itirapuã: História

Itirapuã: História

=== Primeiras evidências de ocupação humana ===
Embora os indícios mais temporalmente recuados de presença humana no atual estado de São Paulo remontem a cerca de 11.000 anos, os mais antigos sítios arqueológicos descobertos entre os vales dos rios Grande e Mojiguaçu indicam que grupos ameríndios habitam de forma contínua essa região a aproximadamente 9.000 anos (GALHARDO, 2010). Essas evidências correspondem a instrumentos líticos lascados e polidos, em sua maioria produzidos em arenito, silexito ou quartzo, sendo frequentemente associados às Tradições tecnológicas Umbu e Humaitá.
Sítios arqueológicos com presença de cerâmica associadas às Tradições tecnológicas Aratu-Sapucaí e Tupiguarani também foram identificadas em sítios arqueológicos no nordeste paulista, embora representem uma ocupação mais recente, datando entre 1.500 e 2.000 anos atrás. Esses grupos ceramistas já dominavam a agricultura, cultivando mandioca, milho, feijão e abóbora, complementando a dieta a partir da caça de animais e coleta de frutos. As aldeias chegavam a comportar centenas de habitantes, ocupando a meia encosta de elevações suaves ou terraços baixos. Contudo, até o presente momento, os registros do Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos, mantido pelo IPHAN, não indica a presença de sítios no município de Itirapuã – embora esse cenário possa se alterar conforme novas pesquisas forem realizadas nos próximos anos.

Apesar da relativa pouca quantidade de fontes históricas, há relatos recorrentes acerca da presença dos Kayapós no atual norte e nordeste do estado de São Paulo. Essa informação é confirmada pelas pesquisas do etnólogo Curt Nimuendajú que, em seu Mapa Etno-Histórico do Brasil e Regiões Adjacentes, apontou a presença de Kayapós em partes da bacia hidrográfica do Rio Grande.
Falantes de um idioma pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê, sua presença na região é associada por alguns autores aos conjuntos artefatuais da Tradição Aratu-Sapucaí. O termo “Kayapó”, contudo, tem origem exógena, sendo utilizada por grupos tupi-guaranis para designar genericamente grupos ameríndios não-tupis. Dessa forma, o que se convencionou na historiografia e etnologia a se referir como “Kayapó” é, na realidade, um palimpsesto desconhecido de etnias indígenas.
De todo modo, as fontes historiográficas disponíveis para o século XVII apontam enquanto território “Kayapó” uma área que se estendia pelo norte e nordeste paulistas, Triângulo Mineiro e trechos do Mato Grosso e Goiás. A descoberta das minas de ouro em Goiás e Cuiabá, na segunda metade do século XVIII, intensificou as expedições rumo à essas áreas do Brasil Central, o que tornou mais constante contato entre colonizadores e Kayapós. Tentativas de aldeamento destes, com o intuito de utilizá-los como mão-de-obra nas lavouras e minas, eram quase sempre infrutíferas, suscitando a realização de diversas campanhas de extermínio. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Itirapuã“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: MARCO AURÉLIO ESPARZ…, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons