Naque: História
Antes de iniciar-se a exploração da região do atual município de Naque, várias expedições eram realizadas ao longo dos cursos dos rios Santo Antônio e Doce e afluentes, visando a explorar as redondezas. A área era originalmente habitada por botocudos, que viviam às margens dos rios. O desbravamento teve início sob comando do francês Guido Marlière, em meados do século XIX, no entanto o primeiro morador que se tenha notícia foi Antônio Barrinha, que afixou-se no local no começo do século XX e deu início ao povoado, que mais tarde foi batizado de Barra do Santo Antônio e, posteriormente, Naque, que significa "barro vermelho" em tupi-guarani.
Por volta de 1911, foi iniciada a locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) na localidade. A partir da foz do rio Santo Antônio, próxima à atual cidade, a ferrovia seguiria a margem do rio e alcançaria Peçanha, no entanto o foco foi alterado para Itabira devido ao desenvolvimento da mineração em função da extração de minério de ferro no município. Na mesma ocasião foi inaugurada a primeira estação ferroviária de Naque, que mais tarde seria demolida e substituída pela atual, inaugurada em 13 de fevereiro de 1950. Através do decreto-lei nº 32, de 31 de dezembro de 1937, o povoamento, que pertencia até então a Peçanha, foi elevado à categoria de distrito e anexado ao recém-criado município de Figueira (mais tarde Governador Valadares).
Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, Naque perdeu território para constituir o distrito de São Félix (atual Felicina, pertencente a Açucena) e pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, passou a fazer parte do município de Açucena. Entre 1969 e 1971, foi construído o trecho Ipatinga–Governador Valadares da então MG-4, atual BR-381, e com isso o local passou a ter acesso facilitado à capital mineira. Dado o desenvolvimento econômico e populacional, a emancipação de Naque foi decretada pela lei nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, instalando-se em 1º de janeiro de 1997.
Em 13 de julho de 2019, a cidade gerou repercussão após o então prefeito Hélio Pinto de Carvalho (PSDB) ser assassinado a tiros pelo vereador Marcos Alves de Lima (DC), por uma suposta discussão a respeito da divisa de um loteamento. No entanto, havia desavenças passadas entre os dois. Hélio havia sido eleito nas eleições de 2012 e reeleito em 2016.