Galileia (Minas Gerais): História
O povoamento da área do atual município de Galileia teve início na década de 1920. José Pereira Sete e Antônio Alves da Rocha, em 1925 e 1926, respectivamente, apossaram-se de terrenos no local, tendo José Pereira doado terras que mais tarde deram origem a um pequeno povoamento, denominado São Tomé. O lugar prosperou-se e pela lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, é criado o distrito de São Tomé, subordinado a Conselheiro Pena, deixando de fazer parte do então distrito de Igreja Nova (hoje município de Campanário), pertencente a Itambacuri. Pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o distrito passa a chamar-se Moscovita, vindo a emancipar-se com a denominação de Galileia pela lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948.
Galileia foi emancipada sendo composta pelos distritos de São Geraldo do Baixio, Sapucaia do Norte e Sede. Pela lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, foram criados os distritos de Central de Santa Helena e Divino das Laranjeiras, a partir de terras de Sapucaia do Norte, sendo desmembrados para formarem o município de Divino das Laranjeiras pela lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962. Pela lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, emancipa-se o distrito de São Geraldo do Baixio e pela lei municipal nº 61, de 21 de novembro de 2006, é criado o distrito de Santa Cruz de Galileia. Atualmente restam os distritos de Sapucaia do Norte e Santa Cruz de Galileia, além da sede municipal.
Em novembro de 2015, o município foi um dos afetados pelos impactos do rompimento de barragem ocorrido em Mariana. A lama da barragem de rejeitos da Samarco chegou ao rio Doce, comprometendo o abastecimento de água em várias cidades que dependem do curso para o suprimento, como em Galileia, que ficou dependente de caminhões-pipa, rodízio de distribuição e doações de água potável engarrafada de outros municípios durante mais de um mês. O consumo de água sem tratamento levou a um surto de diarreia e vômito na cidade.