São Sebastião do Anta: História
=== Revolução de 1930 ===
No início do século XX, a região era de difícil acesso, sendo por muitas vezes chamada de Sertão do Rio Doce, portanto, carente de infraestrutura. Essa situação seria alterada, ainda que temporariamente, pela chegada de um habitante do Rio de Janeiro, Joaquim Cândido da Silva, ao hoje município vizinho, Imbé de Minas. Joaquim Cândido ascendeu na região, conquistando grande capital econômico e político, se tornando também uma figura importante para o desenvolvimento de Santana do Imbé, o que incomodou importantes lideranças políticas regionais. Em outubro de 1930, no calor da revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, foram brutalmente executados em praça pública de Santana do Imbé, o fazendeiro Joaquim Cândido da Silva e quatro de seus amigos.
A revolução chegaria à São Sebastião do Anta, mirando as terras do, então recentemente falecido, Cel. João Barbosa dos Santos Júnior. A viúva do coronel, Maria Ferreira, chegou a ficar sitiada em sua fazenda, contudo, lideraria contrarrevolução, colocando uma espingarda em cada janela de sua casa e blefando que havia homens no sobrado, o que fez com que as tropas inimigas optassem por avançar para o bosque que havia perto da fazenda, encontrando lá João Barbosa Neto, acompanhado por coronéis e jagunços aliados de de seu pai que esperavam pelos revolucionários em uma emboscada. Para acalmar os ânimos e provar que não era opositora ao regime recém instaurado, Maria Ferreira tratou o casamento de sua neta Rita Barbosa dos Santos com um filho de Ana Lélis Drummond, prima de Carlos Drummond de Andrade. Na época o famoso poeta itabirano mal tinha publicado sua primeira obra, mas era um influente político. Íntimo colaborador de Gustavo Capanema, Drummond foi o oficial de gabinete na Secretaria do Interior e Justiça de Minas Gerais — de onde foi liderada a Revolução de 1930 — secretário particular quando Capanema exerceu a interventoria do estado em 1933 e chefe de gabinete de 1934 a 1945, durante sua gestão no Ministério da Educação e Saúde.
No ano de 1950, o povo conhece o primeiro meio de comunicação, um radio a pilha do Sr. Duca. Por volta dos anos 1958–1959, surge o primeiro grupo escolar com o nome "Escola Municipal João Barbosa", na Praça João Barbosa Neto, a homenagem original se deu pelo fato do Coronel João Barbosa dos Santos ter feito benfeitorias e conseguido verbas para a escola. Tempos depois a instituição se tornou Escola Estadual Professor Ilídio Alves de Carvalho (antigo rival de João Barbosa dos Santos), com sede própria em terras doadas por José Florêncio de Souza.
A localidade foi reconhecida como distrito, com o nome de "São Sebastião da Anta", subordinado a Inhapim, mediante a lei estadual nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962. Foi emancipado pela lei estadual nº 12.030 de 21 de dezembro de 1995, com a grafia alterada para "São Sebastião do Anta", sendo instalado em 1º de janeiro de 1997. O primeiro prefeito foi Francisco José de Freitas, ao lado do vice-prefeito Juscelino de Assis Ribeiro, ambos naturais de Inhapim.