Itaara: História
A povoação do Município de Itaara teve início com a construção da antiga Estrada do Perau, aberta ao trânsito público, por ordem do governoo Farroupilha em 1840, encurtando o percurso entre Santa Maria e Cruz Alta, que antes era feito pela estrada de São Martinho da Serra.
Itaara remonta a conturbada atmosfera política da Europa do século XIX, sendo que no ano de 1857, três famílias alemãs compraram lotes de terras do cirurgião Manoel Alves, no povoado chamado São José do Pinhal, iniciando assim a colonização da região. Foi desenvolvida uma economia baseada na agricultura rudimentar e primária, exploração da madeira, artefatos de couro (selaria) e ferrarias. A vila era ponto de descanso para quem transitava da região serrana à Santa Maria e/ou Porto Alegre e vice-versa, possuindo hospedarias confortáveis, além de alambiques (Martim Zimmermann), tafona (João Albrecht), curtumes (Albino e Estevão Bopp, Daniel Quim F°), tamancaria (Frederico Weinz), bem como, inúmeros estabelecimentos comerciais de produtos coloniais, secos e molhados (José Adolpho Pithan, Luiz Ilges, Miguel Kroeff, Ernesto Schwan, João Henrique Von End, Pedro Beckman, Antonio Silveira Dutra e Rafael Inácio de Mello) e uma escola pública.
Pela Lei de 21 de maio de 1882, a localidade de São José do Pinhal é elevada a condição de Freguesia e continua a prosperar até 1885. Neste ano, inaugura-se a Linha Férrea de Santa Maria a Porto Alegre que viria a constituir-se na grande causa do retrocesso da florescente povoação do Pinhal que se viu afastada, mais de léguas, da próxima estação da Linha Férrea (Estação do Pinhal).
O local dessa estação não servia aos interesses dos comerciantes e industrialistas de São José do Pinhal, a quem se tornou mais prático levar seus produtos diretamente a estação de Santa Maria, muitos deles, inclusive, preferiam radicar-se na sede do Município.
Em decorrência disso, passaram, então a existir o Pinhal Velho (em decadência), atual Itaara, e o Pinhal Novo que ainda não conseguiu alcançar o progresso da antiga povoação.
Em 1904 chega ao Rio Grande do Sul o primeiro grupo de judeus, aproximadamente 300 pessoas, vindos da região da Bessarábia, atual Ucrânia, instalando-se assim a 1° Colônia Judaica do Brasil, que obteve o nome de Colônia Philippson.
Noticiados da próspera vida na América, ao longo dos anos chegam imigrantes de outros países à região, como as famílias judaicas Pendetza, Von Guzotto, Pivotto, Escarliot, D’Lerman, Grand Ientszhen, Pettin e Gutovanni que por ameaças da Alemanha, em meados de 1919 vêm para a região, de países como Alemanha, Itália e Áustria. Tais famílias trazem consigo muito poder aquisitivo, pois eram comerciantes na Europa, desse modo conseguem obter posses na região, assim acabam por transitar, do comércio à agricultura.
Durante os anos seguintes o povoado é considerado, pelo estado do Rio Grande do Sul como território pertencente ao município vizinho. Santa Maria declara por meio de decreto, em 1923, que o vilarejo de São José do Pinhal, seja oficialmente unidade distrital da cidade. …