Almadina: História
O descobrimento das terras onde se encontra a nascente do Rio Almada iniciou-se por volta da segunda década do século XX. Portanto, em meados de 1910, o ciclo de expansão da economia cacaueira no sul da Bahia fez com que os primeiros exploradores se interessassem por essas faixas de terras jamais exploradas. Marcado pelo período de grande influência do coronelismo na política nacional. A exploração das faixas de terras localizadas próximas as nascentes do rio Almada, tinham como objetivo aumentar as fronteiras agrícolas do cacau.
Como um dos primeiros desbravadores dessas terras, Cel. Basílio Oliveira, que junto a seus homens decidiu deslocar a sua linha central de atuação que se encontrava nos terrenos do município de Itabuna, com intenção de ocupar as terras as margens do rio Almada. Alguns dos nomes mais importantes nesse processo de desbravamento são: Francisco Santos, Abílio Tavares, Gustavo Oliveira, Firmino Caldas, Agapito Lemos, Euzébio Ferreira e Domingos Brandão, dentre outros. Como retratado no livro “Terras do Sem Fim” do escritor Jorge Amado, Horácio da Silveira pseudônimo de Cel. Basílio Oliveira teria como motivo de seu deslocamento e mudança de foco econômico, vários conflitos com a família Badaró principalmente ao seu grande inimigo Juca Badaró, envolvendo disputas de terra perto da cidade de Itajuípe.
O Cel. Basílio Oliveira junto a seu grande amigo João Xavier da Costa, apelidado de João Branco, foram os responsáveis pelo desbravamento das terras que hoje chamamos de Almadina. Após a chegada nas terras o Cel. Basílio se estabeleceu em uma fazenda próxima à Pedra do Corcovado, localizada no quinto quilômetro da rodovia que hoje liga Almadina ao município de Coaraci. Com a decisão de se estabelecer nas terras conquistadas, Durval Francisco de Oliveira, filho de Cel. Basílio, se vê em um romance com Clotildes Xavier da Costa, filha de João Branco, ocasião que levou ao casamento dos dois e a união das duas famílias mais poderosas da região.
Com a união do casamento, foi destinado a João Branco as terras que hoje delimitam o perímetro urbano de Almadina. Com a apropriação dessas terras a “fazenda de João Branco” se tornou parada obrigatória aos tropeiros que transportavam cacau, por ter uma localização estratégica para aqueles que seguissem caminho, muitas vezes da região do Rio Novo, atual município de Ipiaú, com destino a Itabuna. Para levar maior comodidade aos viajantes, uma pousada com a intenção de abrigar pessoas que se dedicavam ao transporte comercial foi criada, motivo que mais tarde daria origem ao arraial de Pouso Alegre. Observando aquela oportunidade, Idalina Caldas, segunda esposa de João Branco idealizou e incentivou a criação de outros estabelecimentos comerciais em suas propriedades, onde posteriormente ao redor desse estabelecimento começou a se desenvolver um pequeno arraial, chamado de Povoado de Pouso Alegre. …