Sabino: História
No ano de 1904, o Sr. Antônio Sabino Pereira, proprietário da Fazenda Santa Cruz, passa a sua fazenda para os seus 4 filhos: Isaltina Pereira de Franchi, Isaura Pereira Castilho, Antônio Sabino de Castilho Pereira e Adelino de Castilho Pereira. Isaltina, residindo na Itália, vendeu sua parte da propriedade para o seu irmão, Antônio Sabino de Castilho Pereira.
O Sr. Adelino, sendo formado em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, na capital, foi exercer a profissão de advogado nas cidades de Novo Horizonte, Lins e São Paulo. Na capital, foi Assessor Jurídico do Estado junto ao Supremo Tribunal Federal. Por não estar mais na região, não tendo tempo para cuidar da sua parte da Fazenda Santa Cruz que lhe pertencia, em 1927, Adelino resolveu dividi-la em lotes e vender para os desbravadores e trabalhadores que foram atraídos pelas terras férteis da região.
Começa a surgir então uma pequena vila, denominada Vila Sabino, em homenagem aos pioneiros da história. Reconhecendo o mérito do núcleo formado, o governo assinou o Decreto nº 66.556, de 13 de julho de 1934, tornando Vila Sabino um distrito do município de Lins, passando a se chamar simplesmente Sabino em 04 de maio de 1940, pelo Decreto Estadual nº 2.104.
O Sr. Antônio Sabino de Castilho Pereira, sentindo a necessidade imperiosa de incentivar a rápida formação de um núcleo residente, com o objetivo de atrair pessoas de outros municípios para a comunidade, alcançou o seu objetivo, construindo a primeira serraria e cerâmica no local, respectivamente Serraria São João e Cerâmica Santo Antônio.
A Serraria São José, possuindo todo o maquinário necessário para uma grande produção, tinha como contador o Sr. Elio Antunes e como gerente geral Frederico Peverari, que também era o Juiz de Paz do distrito. Mantinham grande estoque de madeiras utilizadas comercialmente em outras cidades, mas eram usadas principalmente no vilarejo, onde eram utilizadas na construção das casas dos trabalhadores. Desdobrando troncos seculares, vão as serras da Serraria São José aparelhando caibros, vigotas, tábuas e muitas outras peças, que iriam concorrer para o progresso e o bem estar de diversas populações.
A Cerâmica Santo Antônio, que fabricava telhas do sistema francês, colonial e paulista, tinha sua matéria-prima retirada de jazidas as margens do Rio Tietê. Como não havia energia elétrica, as máquinas eram movidas por locomóvel a vapor. As telhas ali produzidas foram consideradas as melhores da região e cobriam centenas e centenas de vivendas em toda a extensão do Noroeste, bem como muitas outras de outros centros, mesmo da Capital do Estado, graças a sua excelente qualidade. Vale ressaltar que uma parte das telhas da Cerâmica Santo Antônio foram doadas para a construção da Escola de Sabino.
O processo de emancipação de Sabino iniciou-se em 1948. Sabino foi elevada à categoria de município pela Lei 2.456, de 30 de dezembro de 1953, obtendo total autonomia da cidade de Lins em 20 de janeiro de 1954.
A energia elétrica só chegou a cidade por volta de 1956 e 1957. Gradativamente, muitas famílias se instalaram na cidade, contribuindo para a povoação local, trazendo seu trabalho, produto este que representa o bem estar da coletividade. …