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Pratânia: História

Pratânia: História

A história de Pratânia começa no leito do Rio Jacu. No século XIX, numa época de seca, tropeiros encontraram, nas margens expostas do Rio Jacu, um composto de sulfeto de chumbo hoje conhecido como “Pedra de Galena”. Na época, essa pedra foi confundida por leigos como sendo prata. Daí ser o Rio conhecido como Rio da Prata e as terras das imediações como Fazenda da Prata.
Na confluência do Rio Claro com o Rio Jacu foi se formando uma pequena povoação, chamada Vila da Prata. Esta ficava localizada nos limites do Município de Botucatu. A Vila da Prata estava assentada em terras da Fazenda da Prata, que pertencia a diversos donos, entre eles o Coronel Jorge Gomes Pinheiro Machado, José Gomes e Aureliano Vieira.
A vila foi crescendo, e seus moradores almejavam que o governo a transformasse em Distrito. Para que isso acontecesse era necessário que a Vila tivesse no mínimo “Cem Bocas de Fogo”, caso contrário não receberia o título de Distrito. No entanto, nas proximidades, havia outra Vila em desenvolvimento chamada São João da Cachoeira, localizada à beira do Rio Pardo no Município de Avaré, que também ambicionava o título de Distrito. Deu-se então uma competição entre as duas Vilas pelo título. Naquela época, nenhuma das Vilas possuía as 100 casas exigidas por lei. Então, com muito esforço, os moradores da Vila da Prata construíram as “Cem Bocas de Fogo”. Essas casas foram aceitas e em 29 de julho de 1899 foi criado o Distrito da Prata de Botucatu. A área do Distrito era de 12 alqueires e novecentos e dezenove milésimos de alqueires, o que se tornou legal somente em 15 de março de 1915, quando foi homologada a divisão da Fazenda Prata.
Os serviços de estruturação da Vila foram feitos pelo capitão João Batista e Capitão Fermiano Vieira, que construíram também as duas primeiras casas de alvenaria do Distrito da Prata. A casa construída pelo Capitão João Batista ainda existe, e está localizada na Rua Capitão Maneco, onde funcionou durante vários anos a Delegacia de Polícia. Logo após foi instalada a luz elétrica, na gestão do senhor Otacílio Nogueira, então prefeito de Botucatu.
Naquela época, as aulas eram ministradas em um barracão de madeira, onde de um lado ficavam as salas de aula e, do outro, um estábulo. Com o advento da nova situação política da Segunda República, que promoveu as primeiras eleições gerais no País, o vereador da Câmara Municipal de Botucatu, Sr.Genésio Baptiston, representando o Distrito da Prata, conseguiu do então governador de São Paulo Dr.Arnaldo Salles de Oliveira, a construção de um moderno prédio para o grupo Escolar, onde hoje está instalada a Biblioteca Municipal Dr. Francisco Marins e Câmara Municipal de Pratânia.
Pelo decreto n.º 9.775 de 30 de novembro de 1938, o Distrito da Prata de Botucatu, ou simplesmente “Prata” - como era conhecida, passou a pertencer para o município de São Manuel. Porém anos mais tarde o Governo Federal determinou a alteração do nome pois já existia um outro povoado mais antigo chamado “Prata” no Estado de Minas Gerais. Assim em 30 de novembro de 1944, o povoado da Prata passou a se chamar Pratânia.
A autonomia política administrativa demorou a chegar e seu crescimento foi marcado por fatores diversos. Depois da presença de tropeiros e com a chegada da Estrada de Ferro Sorocabana, se desenvolveu no local grandes lavouras de café, laranja e cana-de-açúcar. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Pratânia“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Jose Reynaldo da Foneca, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons