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Aguiar (Paraíba): História

Aguiar (Paraíba): História

Em meados do século XVIII, começou o povoado de São Francisco, atual Aguiar, que teve como primeira família a de Francisco Dutra de Andrade. Era português, que na invasão da Capitania de Pernambuco fugiu dos conflitos com a sua família, saindo do litoral para o sertão da Paraíba. Chegando lá, recebeu uma doação de uma faixa de terra, de acordo com uma Sesmaria, que correspondia a três léguas de comprimento e uma de largura. A residência do senhor Francisco Dutra ficava na localização do sítio Lagamar, em Aguiar, em frente ao "cemitério velho". No dia 2 de outubro de 1858, o Alferes Joaquim José Rufino da Silva e sua esposa, D. Tereza de Jesus, foram ao cartório da Vila de Santo Antônio de Piancó, onde se encontrava o tabelião Manoel Henrique dos Anjos Bastos, e fizeram uma doação de 120 braças de terra do Sítio São Francisco para o patrimônio da Capela de São Sebastião, denominado São Francisco de Aguiar. A escritura de doação do patrimônio religioso foi registrada a mando do Major Manoel Valeriano do Nascimento no dia 15 de fevereiro de 1869.

O povoado na sua formação foi vítima de algumas epidemias, uma delas foi a "bexiga". As pessoas que eram acometidas dessa doença se recolhiam no mato, ficando uma pessoa encarregada de levar alimentos e remédios para sua cura. Se as pessoas morressem, seriam enterradas no mato. Depois foi construído um cemitério no Sítio Lagamar. Mas, por volta da década de 1877, o povoado foi vítima de mais uma epidemia, dessa vez mais grave, que matou parte da população do Sítio São Francisco do Aguiar. Não se sabe qual a doença que causou a segunda epidemia, mas as pessoas morriam aproximadamente 12 horas após serem contaminadas. Hoje, pode-se deduzir que foi uma epidemia de cólera. As pessoas eram enterradas no cemitério; como a epidemia de alastrava rapidamente, o Alferes Joaquim José Rufino da Silva, genro de Francisco Dutra, fez uma promessa a São Sebastião, que se a doença não contaminasse sua família e o resto da população, escolheria como padroeiro São Sebastião. Como a epidemia acabou, o Alferes cumpriu a promessa. Com o fim da epidemia, o cemitério foi interditado, pois os moradores acreditavam que, se as pessoas continuassem a frequentá-lo, seriam contaminados pela peste; (o cemitério ficou conhecido como Cemitério das Almas). Com isso, as pessoas que moravam próximo, abandonaram suas residências e começaram a construir suas casas distantes do Lagamar, seguindo para as terras, onde hoje fica o centro urbano (a partir daí, começou a formação de algumas aglomerações em volta da Capela, que era construída de taipa).

O atual topônimo de Aguiar não tem versão única quanto à sua origem; moradores afirmam que o nome Aguiar se originou de uma tribo indígena que usava a margem de um rio (que passa pela cidade) para trafegar juntamente com os primeiros habitantes; e diziam: "seguiremos pelo rio a nos guiar", daí a denominação Aguiar. Entretanto, já foi chamada Fazenda São Francisco de Aguiar, Vila São Francisco de Aguiar, Distrito São Francisco do Aguiar, pela Lei nº 17, de 7 de janeiro de 1986, subordinado ao município de Piancó, assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, o distrito de São Francisco de Aguiar passou a denominar-se apenas Aguiar. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Aguiar (Paraíba)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons