Heimatgeschichte · Caibaté ·

Caibaté: História

Caibaté: História

As origens do município de Caibaté remontam a sua formação desde a Colônia Rondinha no final do século XIX e posteriormente, Vila Santa Lúcia no decorrer da década de 1920. Este processo de ocupação desta região no noroeste das Missões envolveu diversos aspectos que também preponderavam sobre o Rio Grande do Sul naquele período, dentre eles a imigração interna de descendentes de imigrantes na região norte do estado, bem como o crescimento de várias comunidades em decorrência desse movimento. Este processo de ocupação envolveu o contato com aqueles habitantes que já estavam na região, porém não tinham acesso aqueles lotes de terra comprados, onde posteriormente haveria crescimento citadino.
Sobre o dono daquela região que compunha parte da conhecida "região de matas do Rio Grande do Sul":
"O dono de toda área de mata correspondente ao município de Caibaté, pertenceu ao
senhor Joaquim Gomes Pinheiro Machado. Essa foi, portanto a primeira área povoada dentro dos limites do município; vê-se então a exclusividade de uma população de origem tipicamente lusa, dedicada à pecuária. Em 1823, por ocasião da Revolução, falece o senhor Joaquim Gomes Pinheiro Machado, deixando a seus
herdeiros esta área. Os herdeiros por sua vez, em 1919, venderam suas partes por intermédio dos procuradores-colonizadores: Henrique Leopoldo Seffrin, Antônio Teodoro Cardoso, José Gallas, que dividiram as terras em lotes coloniais de 20 a 30 hectares. Estes lotes foram adquiridos por colonos na sua maioria de origem alemã. Muito vinham de Serro Azul (atual Cerro Largo) e
alguns vinham diretamente das “Colônias Velhas”. Com a venda destas terras
foram locadas duas áreas urbanas: Santa Lúcia (atual Caibaté) e Mato Queimado." (HOFFMANN, 1991, p.6).
Ainda sobre a imigração na região:
Além dessas questões de
mercado e de projetos de desenvolvimento agrícola, o sentido da imigração consistia,
sobretudo numa estratégia de valorização das terras, o que explica, entre
outros motivos, a insistência nos imigrantes em detrimento dos lavradores
nacionais. Outro aspecto importante considerado pelas autoridades locais para
justificar a necessidade de imigrantes, e que também se relaciona com a
política de valorização de terras, é o isolamento da região. A colonização se
fazia necessária para amenizar o relativo isolamento regional. As queixas nesse
sentido eram tantas que alguns estancieiros locais e políticos chegaram a
propor a autonomia política da região através da criação da Província das
Missões. (ZARTH, 1997, p.80).
É dessa forma que a partir da policultura praticada pelos novos habitantes da região já no século XX, essa característica lhes garantiu até mesmo excedente para o comércio e assim certa prosperidade da região que foi aumentando progressivamente o número de habitantes. Neste processo, os colonos brasileiros passaram a se integrar com os novos moradores, porém, somente com o passar do tempo, pois moravam comumente nas regiões de campo, afastados do núcleo populacional. Existem relatos - possibilitados a partir da História Oral - de alguns conflitos étnicos, e que muitas vezes negros não frequentavam bailes e clubes dos descendentes de alemães e vice versa, os quais até mesmo os gringos (italianos) tinham algumas reservas. Podemos tranquilamente associar ação da Igreja Católica e um pouco mais tarde ao Estado brasileiro, a existência de um discurso para homogeneizar uma identidade em comum para todos os indivíduos dessa região. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Caibaté“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Halley Pacheco de Oliveira, CC BY-SA 3.0 – Wikimedia Commons