Francisco Dumont
Francisco Dumont é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2022, era de 4 503 habitantes. O município está localizado nos pés da Serra do Cabral, na região norte do estado, mais conhecida como "gerais", e integra uma rede de pequenas cidades e povoados próximos, com características em geral similares.
A base da economia é a agropecuária bovina voltada para o corte, e hoje também o desmatamento ilegal da mata nativa para a plantação de eucalipto e pinho para a produção e comercialização de carvão. Francisco Dumont é conhecida pela sua beleza natural - visto que sua vegetação nativa é o cerrado, hoje extremamente ameaçado pela economia carvoeira -, por sua gente hospitaleira e pela tradicional festa do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município, que ocorre em meados do mês de julho.
Outro atrativo é a piscina pública de águas naturais, que acolhe os turistas das cidades vizinhas durante os fins de semana e feriados, movimentando a pobre e dependente economia do município.
Sua história se assemelha à de muitas outras pequenas cidades do estado. No século XVIII, com a descoberta de diamantes na região dos gerais encabeçada pelo Distrito Diamantino (hoje cidade de Diamantina), integrante da capitania das Minas no período colonial, era necessário abastecer as novas zonas urbanizadas pelo ouro na América portuguesa. Às frentes de procura de diamantes que adentravam no sertão se juntava a economia do gado, que, do encontro dos rios Jequitaí e das Velhas com o rio São Francisco, formava em suas margens currais especializados em carne e couro para a população. O gado, uma mercadoria que conduz a si mesma, foi avançando sertão adentro e povoando esses rincões.
Francisco Dumont começou como um pequeno povoado, chamado Vargem Mimosa, voltado para a economia do garimpo de diamante e do boi. Pessoas que saíam do Distrito Diamantino e do sul da Bahia, incluindo aventureiros, foragidos e escravos, se fixavam nessa paragem rica em água para sobreviver. Ainda hoje se encontram dois casarões no centro da pequena cidade, com arquitetura colonial e materiais de época, como o adobe. Mais tarde teve o seu nome mudado para Conceição do Barreiro, surgindo daí o codinome da cidade ("Barreiro"). …