Iporanga: História
Iporanga, originalmente, constituiu arraial na lavra de ouro do ribeirão Iporanga - nome de origem tupi, que significa água de rio bonito. Entre 1571 e 1755 os mineradores Garcia Rodrigues Pais, José Rolim de Moura, Antônio Leme de Alvarenga e Nuno Mendes Torres ergueram uma capela de taipa no local de outra mais antiga que era de sapé, construída pelos antigos moradores.
Dessa época restou apenas vestígios de casas, valas e os desvios do ribeirão, pois em fins do século XVIII, a população transferiu-se para a confluência do Iporanga com o Ribeira de Iguape, lá se dedicando à lavoura de subsistência, sobretudo de cana-de-açúcar e arroz.
Uma nova capela, construída anteriormente a 1821, permanece como um marco na cidade e integra-se ao conjunto de casas de pau-a-pique, que ainda se conserva devido ao isolamento geográfico a que foi submetida a cidade.
A produção de aguardente, rapadura e farinha de mandioca, bem como o fato de ser ponto de encontro, esporádico, entre as canoas que vinham do litoral e as tropas de muares que desciam do planalto, permitiram a Iporanga um período de relativa riqueza, em meados do século XIX, quando em 1873 foi elevada à condição de Vila.
A implantação da ferrovia e da rodovia no planalto golpeou a relativa prosperidade Iporanguense, pois a atividade comercial concentrou-se naquela região prejudicando a movimentação fluvial, da qual dependia.
Histórico da formação do município:
Freguesia criada no município de Apiaí pelo Decreto Imperial de 09/12/1830.
Vila criada pela Lei nº 39, de 03/04/1873.
Município reconduzido à categoria de distrito, incorporado ao município de Apiaí, pelo Decreto nº 6.448, de 21/05/1934.
Município reinstalado pela Lei nº 2.780, de 23/12/1936.
Pelo Decreto nº 9.775, de 30 de novembro de 1938, é criado o distrito de Barra do Turvo.
A Lei nº 8.092, de 28/02/1964, desmembra do município de Iporanga o distrito de Barra do Turvo, elevado à município.