Senador Georgino Avelino: História
Sua história tem início no século XVII com surgimento do povoado de Beirada, fundado por jesuítas na beira da Lagoa de Guaraíras, às margens da Praia de Surubajá. Contudo, seu atual núcleo urbano surgiu apenas em 1924 quando, em decorrência das fortes chuvas que atingiram aquela localidade, houve uma grande enchente e a lagoa transbordou, forçando os moradores a migrarem da parte baixa para a mais alta.
À época distrito de Papari, atual Nísia Floresta, o povoado foi se desenvolvendo, possuindo como bases econômicas a agricultura de subsistência e a pesca artesanal e sendo formado por algumas propriedades. Em 1938, passou a pertencer ao município de Arez com a emancipação política deste e, na ocasião, um dos moradores locais, o Conde Luís Adolfo, deu o nome de Surubajá ao povoado, em referência a uma espécie de peixe muito comum no local, o bagre.
Em 1960, com a eleição do prefeito de Arez, o fazendeiro João Aureliano de Lima, para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), a luta pela emancipação de Surubajá ganharia força. Em 1° de outubro de 1963, o deputado apresentou na assembleia um projeto de lei que elevava Surubajá à categoria de município. O projeto foi aprovado pelos deputados e se transformou na lei estadual 2 989, sancionada pelo governador do estado, Aluízio Alves.
Ao ser efetivamente emancipado, teve seu topônimo alterado para Senador Georgino Avelino, uma referência a José Georgino Alves e Sousa Avelino (1886-1959) que, ao longo de sua vida, foi advogado, banqueiro, diplomata, jornalista e político, tendo sido deputado estadual entre 1924 e 1926, interventor federal no Rio Grande do Norte de agosto a outubro de 1945, nomeado pelo presidente Getúlio Vargas, e Senador da República pelo mesmo estado de 1946 a 1959, ano em que faleceu. A instalação do novo município ocorreu no dia 21 de janeiro de 1964.