Treviso (Santa Catarina): História
A área atual do município, com o nome de Núcleo Treviso, começou a ser colonizada a partir de 18 de julho de 1891, com a chegada do imigrante italiano Arcangelo Bianchin, de 24 anos de idade, que resolveu iniciar, mesmo sozinho, a ocupação do território, apoiado por funcionários da Companhia Metropolitana, a empresa proprietária da Colônia Nova Veneza, sendo um dos cinco núcleos da colonizadora, um território de 33 mil hectares, comprado do governo da União pela empresa norte-americana Angelo Fiorita & Co., em junho de 1890, e mais tarde adquirida pela Companhia Metropolitana de Imigração, de propriedade de Carlos Augusto de Miranda Jordão, em fevereiro de 1891.
O Núcleo de Nova Treviso abrangia 429 lotes e era formado por diversas seções, chamadas Mãe Luzia Margem Direita (alguns lotes), Mãe Luzia Margem Esquerda (alguns lotes), e todos os lotes das Seções rio Pio, rio Morosini, rio Manin e rio Ferrero.
A Colônia Nova Veneza começou a surgir quando foi iniciada a demarcação dos lotes, sob a administração do diretor da colonizadora, o siciliano Michele Napoli, e a coordenação do agrimensor Federico Antonio Selva, que nominou todos os núcleos e seções e delimitou os lotes, homenageando diretores da colonizadora e regiões do Vêneto, para atrair os imigrantes, confeccionando ainda um mapa histórico que mostra todos os lotes de todos os núcleos a serem ocupados nas colônias, além das estradas, rios, fronteiras, demarcações das sedes dos núcleos, com os barracões que receberiam os imigrantes até que se estabelecessem condignamente.
O recrutamento dos futuros colonos, na Itália, foi realizado na região norte, no Vêneto, em cidades como Veneza, Belluno, Treviso, Bérgamo, Cremona, Ferrara e Údine. O país estava bastante afetado por uma grande crise econômica, o que facilitou a imigração para o novo mundo, mais exatamente o sul do estado de Santa Catarina. Instalados no núcleo, a partir daí denominado de Nova Treviso, esses imigrantes se dedicaram à pequena agricultura, a fim de pagar o valor do lote, de 600$000 réis (seiscentos mil reis), acrescido de 14$500 réis destinado a compra de ferramenta para o trabalho no campo.
Após Angelo Bianchin e a data-marco de 18 de julho de 1891 para os primórdios da colonização do futuro município de Treviso, seguiu-se a chegada de mais um imigrante solitário, Lorenzo Ferrari, em 18 de setembro, em uma diferença dedois meses a Arcangelo, uma terceira em 1° de novembro, com 186 imigrantes das famílias (em ordem alfabética) Beccari, Bellucco, Bergamini, Bernardini, Bonazza, Borga, Brambilla, Bregantin, Cacciatori, Cagliaro, Cavaglieri, Farma, Ferraro, Fraguglia, Furegato, Gianisella, Maffioletti, Magenis, Marangoni, Marcolin, Mazzoli, Moccelin, Moretti, Nardio, Nicolasi, Panizza, Passarella, Pavanati, Pellati, Pozzato, Pregnolato, Righetti, Rizzati, Ruzza, Stivanin e Valmini. Depois desta, numeroso grupo se estabeleceria com mais famílias em nova leva, a 18 de dezembro, em Rio Ferrero, e uma leva mais numerosa a partir de 19 e 20 de dezembro de 1891, (embora uma tradição oral tornasse em véspera de Natal esta chegada, o que cronologicamente é um equívoco). …