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Recursolândia: História

Recursolândia: História

Antes da ocupação pela contemporânea população não-indígena recursolandense, o espaço territorial que forma o município de Recursolândia integra a região interfluvial entre os rios Manuel Alves Grande e Manuel Alves Pequeno era ocupada tradicionalmente pelo povo Krahô, população indígena parcialmente expulsa do Maranhão a partir do século XIX por causa da colonização luso-brasileira e que veio a se refugiar em Tocantins, estando desde então presente até os dias atuais no município, tendo parte de seu território integrando a Terra Indígena Kraolândia (TI Kraolândia).
A demarcação da TI Kraolândia surgiu como uma resposta do estado brasileiro no sentido de proteger os Krahôs, após ao massacre de boa parte dos integrantes dessa etnia ocorrido em 1944, cujos membros foram assassinados em série por fazendeiros interessados em ocupar suas terras e que estavam incomodados com a apropriação de gado realizada por essas populações indígenas.
Com o avanço das políticas públicas de ocupação territorial do Norte de Goiás durante o século XX, especialmente por causa do ciclo econômico da exploração do cristal de rocha (1930-1950) e do fluxo de pessoas e bens voltados para a construção da Rodovia BR-153 (a Rodovia Belém-Brasília ou Rodovia Presidente João Goulart), começaram a surgir estradas e povoações por todo o território que formaria o futuro estado do Tocantins. Foi neste contexto que surgiram localidades como o município de Itacajá, na década de 1950, e o núcleo populacional que se desmembraria deste e daria origem ao futuro município de Recursolândia.
O núcleo populacional que formaria a sede do futuro município de Recursolândia surgiu como reflexo da abertura de uma estrada de cascalho em 1962 por iniciativa do então prefeito municipal de Itacajá, Antonio Pimentel. Esta via buscava interligar a cidade de Itacajá com a Fazenda Recurso, estabelecimento rural pertencente ao fazendeiro José Tavares da Silva, conhecido como "Pipia".
Com a existência dessa estrada aumenta o fluxo de pessoas pela região e, em 1965, o novo prefeito municipal de Itacajá, Lucas Coelho de Sousa, decidiu construir uma escola rural (a "Escola Municipal Recurso") para atender a população local. A partir de então surgiu ao redor dessa escola um conjunto de casas de adobe e teto de palha que veio a constituir o povoado conhecido popularmente como "Prédio".
Em 1977, como consequência da expansão populacional local, pela primeira vez moradores originários do povoado de Prédio são eleitos para ocupar cargos públicos no Município de Itacajá: Amitas Tavares de Sales, eleito vice-prefeito, e Domingos Câmara Portilho, eleito vereador para a Câmara Municipal de Itacajá. Em 1983, Antonio Tavares de Sales, parente do então vice-prefeito de Itacajá e membro da família detentora da Fazenda Recurso, seria eleito vereador, enquanto Domingos Portilho não conseguiu ser reeleito.
Na segunda década de 1980, surgiu um movimento de emancipação política do povoado de Prédio reunindo lideranças locais, especialmente os vinculados à família Tavares. Junto a tais reivindicações locais, já se estava delineado o projeto de emancipação do Norte de Goiás para formar o estado do Tocantins e nesse contexto, via-se a necessidade de consolidação das divisas estaduais, o que os estudos do geógrafo Júnio B. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Recursolândia“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Earth Science and Remote Sensing Unit, Lyndon B. Johnson Space Center, Public domain – Wikimedia Commons