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Cabo Verde – de ilhas desabitadas a nação crioula independente

As ilhas de Cabo Verde estavam desabitadas quando navegadores ao serviço de Portugal as alcançaram por volta de 1460. Pouco depois começou o povoamento a partir da ilha de Santiago, onde surgiu a Ribeira Grande, hoje Cidade Velha, uma das primeiras cidades fundadas por europeus nos trópicos. Graças à sua posição no Atlântico, o arquipélago tornou-se uma escala importante do tráfico de pessoas escravizadas, trazidas sobretudo da costa da Guiné. Do encontro entre africanos e europeus nasceu uma sociedade crioula com língua e cultura próprias.

Ao longo dos séculos, secas prolongadas e fomes devastadoras causaram muitas vítimas e provocaram vagas de emigração, sobretudo para os Estados Unidos, Portugal e outros países europeus. Nos séculos XIX e XX, o porto do Mindelo, em São Vicente, ganhou importância como estação de abastecimento de carvão para a navegação atlântica.

A luta pela independência foi conduzida em conjunto com a Guiné-Bissau pelo PAIGC, fundado por Amílcar Cabral. Após a Revolução dos Cravos em Portugal, Cabo Verde tornou-se independente em 1975. Depois de um período de partido único, o país adotou o multipartidarismo no início da década de 1990 e é hoje considerado uma das democracias mais estáveis de África.

Hoje Cabo Verde é marcado pela língua crioula, pela morna, pela forte ligação à diáspora e pela «morabeza», a célebre hospitalidade das ilhas.

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Quelle: Zur Verfügung gestellt vom Betreiber · Grundlage: Wikipedia