Guiné-Bissau – do reino de Kaabu à luta de libertação
O território da atual Guiné-Bissau foi habitado por diversos povos, como os Balantas, Fulas, Mandingas, Manjacos e Papéis. Durante séculos, grande parte da região integrou o reino de Kaabu, ligado inicialmente ao império do Mali, que controlou rotas comerciais na África Ocidental.
No século XV chegaram os navegadores portugueses. Feitorias como Cacheu tornaram-se centros do comércio atlântico, incluindo o tráfico de escravizados, em estreita ligação com as ilhas de Cabo Verde. O domínio efetivo sobre o interior só foi imposto no início do século XX, após várias campanhas militares, e a Guiné Portuguesa permaneceu uma colónia pouco desenvolvida.
Em 1956 foi fundado o PAIGC, liderado por Amílcar Cabral, que a partir de 1963 conduziu uma luta armada contra o domínio colonial. Cabral foi assassinado em 1973, mas no mesmo ano foi proclamada a independência, reconhecida por Portugal em 1974 após a Revolução dos Cravos. A história posterior do país foi marcada por instabilidade política, golpes de Estado e uma guerra civil no final dos anos noventa.
Hoje a Guiné-Bissau é marcada pela diversidade dos seus povos, pelo crioulo como língua comum, pelo arquipélago dos Bijagós e pela produção de caju.
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