São Tomé e Príncipe – das roças coloniais à independência em 1975
As ilhas de São Tomé e Príncipe estavam desabitadas quando navegadores portugueses as alcançaram por volta de 1470. A partir do final do século XV, Portugal promoveu o povoamento com colonos, degredados e, sobretudo, africanos escravizados trazidos do continente.
No século XVI, as ilhas tornaram-se um dos primeiros grandes produtores de açúcar do mundo atlântico, com plantações assentes no trabalho escravo, e também um entreposto do tráfico de escravos para as Américas. As revoltas foram frequentes; a mais famosa foi liderada por Amador no final do século XVI, hoje lembrado como herói nacional. Com o declínio do açúcar, a economia estagnou, até que no século XIX o café e depois o cacau deram novo impulso: nas grandes roças, as ilhas chegaram a estar entre os maiores produtores de cacau do mundo. Mesmo após a abolição formal da escravatura, trabalhadores contratados de Angola, Moçambique e Cabo Verde viviam em condições muito duras. Em 1953, o massacre de Batepá, em que muitos nativos foram mortos pelas autoridades coloniais, marcou profundamente a memória coletiva.
Após a Revolução dos Cravos em Portugal, São Tomé e Príncipe tornou-se independente a 12 de julho de 1975, inicialmente com um regime de partido único. Desde o início dos anos 1990, o país tem uma democracia multipartidária.
Hoje, São Tomé e Príncipe é marcado pela sua cultura crioula, pela natureza exuberante e pela tradição do cacau.
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