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Serra (Espírito Santo): História

Serra (Espírito Santo): História

=== Período pré-colonial e colonização ===
Antes da colonização europeia, a faixa litorânea hoje correspondente a Serra integrava território de povos indígenas do tronco tupi, com destaque para os tupiniquins e grupos aliados, que mantiveram contato e conflito com colonos desde o século XVI no âmbito da Capitania do Espírito Santo. A data de fundação da cidade, 8 de dezembro de 1556, remete ao reconhecimento da Vila de Nossa Senhora da Conceição da Serra pelo padre jesuíta Brás Lourenço e o cacique temiminó Maracajá-Guaçu. A presença missionária jesuítica estruturou aldeamentos como o de Nova Almeida, onde se ergueu a Igreja e Residência dos Reis Magos, exemplar arquitetônico associado à catequese e à ocupação litorânea setecentista.

A ordenação civil avançou no século XVIII: a freguesia da Serra foi criada por Carta Régia em 24 de maio de 1752; em 2 de abril de 1833, elevou-se a vila (desmembrada de Vitória), e em 6 de novembro de 1875 alcançou a categoria de cidade, pela Lei Provincial nº 06.
Um episódio que marcou o século XIX foi a Insurreição do Queimado, que consistiu em um movimento contra a escravidão ocorrido em 1849, a favor da alforria de negros escravizados. Uma marca desse episódio foi a destruição da Igreja São José do atual distrito de Queimado, da qual restaram ruínas, atualmente preservadas. A depredação da igreja foi motivada pela não libertação de escravizados que ajudaram na construção do templo, ao contrário do que fora prometido pelo frei italiano Gregório José Maria de Bene. A maioria dos revoltosos foram presos, com cinco condenados à morte.
Ao longo do século XX, o território passou por sucessivas redefinições distritais: criação de Itapocu (1921), incorporação de Nova Almeida (1938) e anexação de Carapina e Queimado (1943), conformando, em 1960, cinco distritos (Serra, Calogi, Carapina, Nova Almeida e Queimado).

Durante o período colonial e imperial, engenhos de açúcar e lavouras de subsistência marcaram a economia litorânea capixaba, enquanto o café se expandiu no século XIX e estruturou redes de colonização e circulação na província. A integração territorial foi dinamizada pela Estrada de Ferro Vitória a Minas, cuja implantação no início do século XX conectou o litoral capixaba ao interior mineiro, reforçando o papel logístico da capital e de seu entorno.
A partir dos anos 1960–1980, políticas de industrialização e “grandes projetos” no entorno do Porto de Tubarão (inaugurado em 1º de abril de 1966) e dos terminais de Praia Mole aceleraram a urbanização, com criação do Centro Industrial de Vitória (CIVIT) e instalação do parque siderúrgico da ArcelorMittal Tubarão (antiga Companhia Siderúrgica de Tubarão, cuja implantação se iniciou em 1976 e as operações em 1983).
Tais transformações implicaram forte crescimento populacional e expansão de bairros operários e conjuntos habitacionais contíguos ao CIVIT nas décadas de 1970–1980, conforme séries censitárias do IBGE analisadas por estudos acadêmicos locais. No plano demográfico e cultural, a metrópole capixaba também recebeu fluxos de imigrantes italianos e pomeranos desde o fim do século XIX, cuja presença se projetou sobre a Grande Vitória e regiões próximas, influenciando formas de ocupação e trabalho. …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Serra (Espírito Santo)“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0