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Jundiaí: História

Jundiaí: História

=== Período colonial ===

A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas; alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo, e outros eram sedentários. Tupis, se dedicavam à produção de milho e de mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizando-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, como a utilização de queimadas na lavoura.
O início da colonização da região do Mato Grosso de Jundiaí ainda é algo que possui controvérsias entre os historiadores e há várias versões, por causa da falta de documentos de fonte primária que comprovem tais versões. Tradicionalmente, diz-se que o povoamento do Mato Grosso de Jundiaí se iniciou próximo ao Rio Jundiaí, com a chegada, em 1615, da Rafael de Oliveira, sua mulher Petronilha Rodrigues Antunes e suas famílias, fugindo da justiça pelo fato de Rafael ter cometido o crime de apresamento de índios. No entanto, diz o historiador Afonso de Taunay que Rafael foi perdoado, graças à sua participação no combate aos flamengos.

Outros colonizadores foram chegando na região de Jundiaí com o passar do tempo, afugentando os grupos indígenas, que se embrenharam na mata.
Devido ao povoamento disperso na região do município e a necessidade dos seus povoadores recorrerem à Vila de Parnaíba, à qual a região pertencia desde 1625, para suas necessidades religiosas e os registros de batismos, casamentos e óbitos, os moradores da região queriam uma capela ali. Então, entre 1649 e 1651, foi erguida uma igreja em louvor a Nossa Senhora do Desterro e, ao seu redor, formou-se o povoado de Jundiaí.
Em 14 de dezembro de 1656, o Capitão-mor Manoel de Quevedo Vasconcelos, loco-tenente e procurador do então donatário da Capitania de São Vicente, Conde de Monsanto, elevou o povoado à categoria de vila, com o nome "Vila Formosa de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí", desmembrando-se de Parnaíba. Com a instalação da Câmara, a vila passou a funcionar.
Na época de sua emancipação, Jundiaí marcava o limite norte do povoamento da Capitania de São Vicente. Esse povoamento acusava dois rumos principais: um de Jundiaí para leste, atingindo a zona montanhosa banhada pelo Rio Atibaia; e outro de Jundiaí para o norte, alcançando o vale do Rio Mojiguaçu. No primeiro caso, surgiram os povoados de Atibaia (1665), a partir da edificação de uma capela por Jerônimo de Camargo e a fixação de índios vindos do sertão pelo padre Mateus Nunes de Siqueira, e de Nazaré (c. 1676). Depois da descoberta das minas de ouro em Goiás, no século XVIII, chegou, a traçado definitivo, o "Caminho dos Goiases", partindo de Jundiaí, atravessando as povoações de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, rumando para o noroeste por áreas que, mais tarde, formariam o sul de Minas Gerais.
A economia jundiaiense, até a metade do século XVIII, se limitava a pequenas lavouras de subsistência, que se utilizavam inicialmente da mão-de-obra escrava indígena e, mais tarde, usa-se da mão-de-obra escrava africana. As lavouras abasteciam os locais e os bandeirantes e tropeiros que passavam pelo povoado. Jundiaí era um importante entreposto para bandeirantes.
No século XVIII, a cidade tinha quatro ruas centrais, chamadas de Rua Direita (atualmente Rua Barão de Jundiaí), Rua do Meio (Rua do Rosário), Rua Nova (Rua Senador Fonseca) e Rua Boa Vista (Rua Zacarias de Góes). …

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Quelle: Text: Wikipedia – „Jundiaí“, Autorinnen und Autoren (Versionsgeschichte), CC BY-SA 4.0 · Foto: Cferrari27, CC BY-SA 4.0 – Wikimedia Commons