Lobito: História
Embora já houvessem propostas de fundação de uma cidade na baía de Lobito já no século XVII, não tomou efeito pelas ordenanças do Conselho Ultramarino em 1650, nem ainda, das portarias régias de D. Maria II de 1842. Estas ordenavam a deslocação da capital de Benguela para uma zona litorânea mais favorável, limitada por morros, baixa e quebra-mar (restinga) segura e aliciante.
Os primórdios da cabotagem, datam de antes de 1797, quando se criou o serviço regular de cargas, por lanchas, do sal das marinhas na foz do Catumbela e cal para a construção civil em Benguela e Egito e transporte regular para Luanda, de lenha dos mangues, etc.
Em 1847 é dado o primeiro golpe no tráfego marítimo de Benguela com a construção do porto do Lobito (inaugurado somente em 1903) na baía de Lobito, circundado pela restinga de Lobito, esboçando-se a sua importância com a necessidade da criação de um Posto Fiscal, em 1889, no momento em que as ocupações portuguesas em África eram alvo da atenção especial de outras potências estrangeiras.
A necessidade de escamento da produção da Catumbela, foi o motor principal da tímida vila de marinheiros Lobito. A Catumbela das Ostras, como chamavam então, tinha como factores económicos os fornos de cal, o sal marinho e o tráfico de escravos.
Por volta de 1890 foram lançadas algumas fundações de edifícios como o Posto Administrativo e a Alfândega, na zona actualmente chamada Lobito Velho, onde se desenvolvia já importante actividade económica.
Em 1899 inicia-se a construção do Caminho de Ferro de Benguela, entre a Vila da Catumbela e Benguela; no mesmo ano o governo é autorizado a expandi-lo do litoral à fronteira congo-belga do Catanga, bem como a construir e explorar as obras do porto de Benguela e do porto do Lobito, procedendo ao melhoramento e saneamento dos terrenos contíguos a esta, visando o estabelecimento de um agregado urbano aí. …