Cubal: História
A região do Cubal era de domínio do soba (rei) Catoto, não registrando presença permanente europeia até a chegada de um militar e comerciante português de nome Joaquim Francisco Ferreira, no ano de 1878, que instalou uma fazenda que mais tarde se chamou Várzea de São João da Lutira.
Dado seu grande conhecimento geral e cortesia nas relações para com os povos da região, Joaquim Ferreira ganhou a alcunha de "Joaquim Iola-Iola", tornando-se grande comerciante de cana sacarina e industrial. Trabalhando entre a Hanha, Benguela e Ganda, conseguiu o respeito do rei Catoto graças às suas posições como defensor dos direitos sociais e humanos dos povos autóctones, tornando-se conselheiro real e juiz local.
Joaquim Iola-Iola começa a utilizar a travessia do rio Cubal da Hanha, no final do século XIX, como local de julgamentos e ponto de negócios e escambo entre as populações locais, adotando no nome do local de Ocuvala, que significa "o local onde se chegou", que numa tradução livre pode ser entendida como "o local da reunião".
Na iminência da chegada das obras do Caminho de Ferro de Benguela no Cubal, em 1908, o local já era um efêmero povoado habitado, que ainda era usado como ponto-feira de negócios e local de julgamentos.
Em 1923 Joaquim Iola-Iola instala uma importante casa comercial no povoado, para comércio de açúcar, sisal e outros produtos agrícolas, fazendo da localidade um importante entreposto entre as cidades de Benguela e Huambo.
Em 14 de junho de 1961 é oficialmente transformada em vila, fundando-se o Concelho do Cubal, sendo seu primeiro administrador Horácio Lusitano Nunes, transformando-se, em dezembro desse mesmo ano, em Câmara Municipal, e; em 23 de janeiro de 1968 é elevada à cidade, sede de município de mesmo nome.
Em 1974, foi concluída a construção de uma nova variante do Caminho de Ferro de Benguela, ligando o Cubal à cidade do Lobito, diminuindo a distância entre as duas localidades de 197 km para 153 km. Após muitos anos de interrupção de actividade, esta variante foi reinaugurada em 2004, circulando nela actualmente três comboios por semana.