Sumbe: História
A existência de uma espécie de localidade-feira, onde exatamente hoje se assenta Sumbe, em que se realizavam trocas comerciais entre os povos do interior e do litoral, no escambo do sal, peixe, tecidos e outros produtos levou as autoridades coloniais portuguesas a pensarem na fundação de uma cidade, motivada também pela "necessidade de defesa contra as incursões dos piratas ingleses e franceses e da ligação entre os reinos de Luanda e Benguela, bem como das minas de cobre".
Por sua vez, os portugueses fundaram mais ao norte Benguela-a-Velha (Porto Amboim), e um pouco ao sul da localidade-feira do Sumbe o Fortim do Quicombo. Tal fortificação foi erguida pelas forças da esquadra de Francisco de Souto-Maior (1645-1646), em 1645 e reformada em 1648 pelas da esquadra de Salvador Correia de Sá e Benevides, que daí partiram para a reconquista de Luanda.
A fundação da cidade, porém, só se iniciou em 7 de janeiro de 1768, quando o governador Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho ordenou a uma brigada de engenheiros para fazer a escolha do local onde se instalaria um presídio com o nome de Novo Redondo. Em 1785 ergue-se a primeira fortaleza de pedra, com a primeira igreja edificada somente em 1811. Porém, os primeiros serviços de saúde somente surgiriam em 1872, com a vinda do médico Francisco Joaquim Vieira.
No século XX, foi a primeira localidade angolana a ter iluminação domiciliária, fornecida a partir da barragem hidroeléctrica do rio Cambongo, depois ampliada e melhorada com a actual estação de captação e tratamento há 50 anos; já com características de vila, foi pela primeira vez visitada por um presidente português em 1954, na altura o general Francisco Higino Craveiro Lopes. Em 1955, pelo decreto 40.225 de 20 de julho, é elevada a capital de distrito e, em 28 de maio do ano seguinte (1956), pelo diploma legislativo número 2757, ascende à categoria de cidade.
Em 1975, às vésperas da proclamação de independência de Angola, a Força de Defesa da África do Sul lança um extenso ataque que ficou conhecido como Operação Savana, com Sumbe ficando sob ocupação estrangeira e da UNITA. No mesmo ano o MPLA com o apoio das Forças Armadas de Cuba lança o contra-ataque na Operação Carlota, expulsando as tropas estrangeiras e recuperando o controle da cidade.